Esvaziando a Xícara – Como Superar Crenças Limitantes

Tempo de leitura: 6 minutos

Quais crenças limitantes te incomodaram hoje? Isso mesmo, você não leu errado, quero saber se você tem consciência de quais pensamentos, sentimentos e energias te limitaram nas últimas 24 horas.

 

Muita vezes, sabemos que determinados sentimentos nos incomodam, mas não sabemos sequer dar nome a eles. Tenho o hábito de dizer que, para superar crenças limitantes, precisamos inicialmente conhecê-las, pois não existe chance alguma de derrotarmos um inimigo invisível. Para trazer esse adversário à superfície, é necessário conhecer a si mesmo.

 

As três fases do autoconhecimento

 

O autoconhecimento acontece a partir de três fases básicas: no primeiro estágio, aprendemos a identificar aquilo que nos incomoda, por exemplo: isso me deixa feliz, isso me deixa triste, se fizer aquilo, provavelmente ficarei irritado, ou a forma como meu pai se dirige a mim me incomoda. Parece algo extremamente simples, mas conhecer as situações internas e externas que nos fazem bem ou mal, já são parte de um processo muito complexo.

 

A segunda fase consiste em descobrir por que aquilo te incomoda ou te deixa mais feliz, por exemplo: me sinto triste quando meu pai fala comigo nesse tom, isso acontece porque toda vez que ele fala dessa maneira me sinto diminuído e fracassado, acho que não conquistei metade do que meu pai tinha com a minha idade, e preciso enfrentá-lo para me sentir mais confiante. Nessa fase, é importante ser sincero consigo mesmo, sem julgamentos, afinal, todos nós somos seres humanos e temos pensamentos bons e ruins.

 

O terceiro estágio, e o mais complexo, é quando passamos a reconhecer o sentimento, sua origem, e naquele momento, fazemos uma pausa mental para ressignificar aquela situação e agir de uma outra forma, mesmo que isso signifique ir momentaneamente contra a nossa natureza aparente. Exemplo: meu pai falou comigo naquele tom novamente, fiquei extremamente triste e irritado, porque me senti diminuído diante da autoridade dele. Mas, sabendo disso, contive meu impulso de gritar, e simplesmente saí da sala, dizendo a ele que conversaríamos num outro momento.

 

Sua mente é como uma xícara

Timelapse Photography of Water Pouring from White Ceramic Teapot to White Ceramic Mug on White Saucer

Imagine sua mente como uma xícara, ela é um recipiente no qual pode ser colocado qualquer tipo de líquido. Desde o dia em que você nasceu, sua mente está constantemente recebendo e processando informações do meio, e não apenas informações verbais, como também e principalmente as não verbais. Isso quer dizer que desde muito pequenos, captamos todas as sutilezas das pessoas que estão à nossa volta, aprendemos com as trocas de olhares, com os sorrisos, os silêncios e a emanação de energia de todos aqueles que estão perto de nós.

 

Foram esses conteúdos, colocados na sua xícara desde que nasceu, que ajudaram a moldar o seu caráter, sua personalidade, e a definir aquilo que te incomoda e por quê. Isso explica o motivo pelo qual uma pessoa é totalmente diferente da outra, tendo medos diferentes, confianças diferentes e visões de mundo totalmente distintas. Crianças criadas e cercadas por pessoas confiantes, tendem a ser mais confiantes, da mesma forma, uma criança criada num meio de inseguros, tende a ser mais insegura.

 

Xícara cheia ou vazia?

Nesse momento você pode se perguntar: Lucas, então estou fadado a passar o resto da vida com essas crenças, que herdei da minha família e amigos de infância?

Definitivamente NÃO.

 

É possível, através do autoconhecimento, reconhecer e eliminar crenças negativas, e assim aprender a ter uma vida muito diferente da que você tem hoje, mas para isso, é preciso criar meios de esvaziar a sua xícara, ou seja, reconhecer e eliminar as crenças que hoje te limitam.

 

Sua xícara só estará livre para receber novos conteúdos, quando todo o líquido velho tiver escorrido pelo ralo.

 

Alguns exemplos de crenças limitantes

A função do nosso cérebro não é alcançar o sucesso, mas sim nos proteger, ou seja, nossa mente não reconhece quando uma dor é uma ponte necessária entre um desejo e um objetivo, ela apenas cria mecanismos de defesa para nos afastar dali o mais rápido possível. Por isso, muitas das sensações mais confortáveis que temos, podem estar atreladas às nossas crenças limitantes, mas não reconhecemos isso. Mexer com elas é difícil, doloroso, e pode nos deixar sem rumo durante algum tempo, pois muitas vezes são mecanismos de sobrevivência, sem os quais simplesmente não sabemos viver.

 

Algumas crenças limitantes às quais podemos estar nos agarrando para não sairmos do lugar, são:

 

  • Ganhar dinheiro é difícil
  • Ricos são maus
  • Não existe dinheiro fácil
  • A vida é uma luta
  • Homem não presta
  • Não mereço ser amado
  • Nunca vai dar certo para mim
  • Não sou inteligente o suficiente
  • Não existe trabalho ruim, ruim é ter que trabalhar

 

Exercício: descubra quais são as suas crenças limitantes

 

Perceba

Durante o dia de hoje, perceba todos os sentimentos ruins que sentir: raiva, medo, tristeza, ou mesmo um leve desconforto diante de alguma situação. Vá anotando esses sentimentos em um papel ao longo do dia, com a maior riqueza possível de detalhes.

 

Reflita

O segundo passo, será tentar descobrir por que você se sente daquela maneira com relação àquela situação. No final do dia, pegue seu papel com as anotações que realizou, e tente refletir sobre o motivo daquelas reações. Por que o fato de determinada pessoa demorar para me responder me causa raiva, e outra não? Por que me sinto triste depois de queimar os ovos de manhã? Será que minha mãe era crítica demais, e hoje em dia não me permito errar?

 

 

Substitua

Finalmente, após realizar sua autoanálise, anote os pontos principais e se comprometa a agir diferente das próximas vezes. “Quando queimar os ovos novamente, e sentir raiva de mim, lembrarei que preciso ter amor e compaixão comigo mesma, e que aquele sentimento de crítica é da minha mãe, e não meu”.

Person Spreading Hands Against Sun

Desconstruir todas essas crenças não é, de forma alguma, uma tarefa fácil, mas tenha certeza que será extremamente gratificante. Faça esse exercício e depois me conte, por e-mail ou pelas redes sociais, o que descobriu sobre você, estarei esperando 😉

 

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Grande abraço,

Lucas Calônego.

 

 

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