Como canalizar a sua raiva de maneira positiva

Tempo de leitura: 5 minutos

Você já sentiu raiva hoje? Tenho certeza que sim! Aquela fechada no trânsito, a mulher que esbarrou em você na rua, o projeto que não foi entregue no prazo, aquela pequena discussão em casa. Falamos pouco sobre a raiva, mas ela é um sentimento importante, e que todos reconhecemos no nosso dia a dia, em maior ou menor grau.

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A raiva geralmente chega e nos deixa envergonhados, ansiosos, nos tira do sério. Achamos que estamos errados em sentir raiva, pois ela está longe de ser um sentimento confortável ou agradável, mas você já parou para pensar que a raiva também tem um papel importante no nosso sistema emocional?

 

A função da raiva

 

Se você já teve a oportunidade de assistir a animação “Divertidamente”, com certeza se lembra do personagem que fazia o papel da raiva: um sujeito vermelho, vestindo terno e gravata, que se irritava com toda e qualquer coisa. Mas a raiva não existia apenas para ser um “corta barato” dos outros personagens, sua função na verdade era outra: ele via tudo o que não estava certo em determinava situação, e então mostrava aos outros personagens que algo precisava ser mudado ali.

Assim como no filme, nossa mente funciona de modo parecido: a raiva surge para mostrar que algo não está certo, pode aparecer quando presenciamos uma injustiça, falta de reconhecimento ou de respeito com nós mesmos ou com os outros, pode indicar que estamos vivenciando ou lembrando de situações tristes ou desconfortáveis, ou até mesmo mostrar que devemos nos distanciar de determinadas situações ou pessoas.

 

Nesse contexto, podemos nos questionar: a raiva é ruim? Eu responderia: de forma alguma! A raiva pode ser uma ótima aliada no autoconhecimento e na realização dos nossos sonhos.

 

O que está te causando raiva hoje?

 

Faça uma retrospectiva do seu dia desde o momento em que você abriu os seus olhos, e reflita: o que te causou raiva até agora?

 

Podem ser pequenos aborrecimentos, como o café da manhã que queimou por algum motivo, ou o cachorro que escapou quando você abriu o portão de casa, ou o motoqueiro que arrancou o seu retrovisor; ou até grandes aborrecimentos: o término de um relacionamento, uma briga séria com alguém, um assalto ou uma demissão.

 

Muitas vezes, grande parte da nossa raiva é causada por pequenos incidentes do dia a dia, nesse caso podemos aprender a canalizar nossas energias para não nos irritarmos com essas mínimas coisas, aceitando que elas fazem parte do dia a dia de qualquer ser humano. Aprendemos que incidentes como esquecer as chaves ou quebrar um copo são comuns, e podemos lidar com eles sem estragar o nosso dia ou o das pessoas que estão ao nosso redor.

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Já grandes e persistentes sentimentos de raiva sobre o mesmo assunto são um sinal de alerta. Se você sente raiva no trânsito todos os dias, talvez seja hora de abrir mão da direção e ir trabalhar de ônibus, se sente raiva do seu parceiro há anos, talvez seja hora de rever o relacionamento, se sente raiva do seu trabalho há meses, talvez seja hora de pensar em uma mudança de emprego. Os sentimentos de raiva podem estar presentes em determinada área da sua vida, mas eles não têm necessariamente que estar. É possível, com alguns ajustes e uma dose de esforço, remover os sentimentos desconfortáveis do seu dia a dia, ou ao menos reduzi-los consideravelmente.

 

A raiva não é um sentimento inútil

 

Com nossa educação cristã ocidental, acabamos absorvendo a ideia de que sentir raiva é uma coisa ruim, e que devemos fazer de tudo para suprimi-la ou parar de senti-la.

 

Eu penso o contrário: a raiva é um sentimento inerente a todo ser humano, e se soubermos entender a nossa raiva e utilizá-la para fazer mudanças positivas em nossas vidas, ela pode ser uma grande aliada. A raiva evita que nos façamos de vítimas, e pode nos impulsionar a importantes resoluções e mudanças de vida.

 

A raiva não é ruim

De tanto suprimir a raiva, muitas pessoas chegam a situações-limite, como doenças, agressão e violência, e isso tem levado as pessoas a terem medo dela. Porém, quando canalizada de forma positiva, essa energia pode ser benéfica e transformadora, nos auxiliando na busca do autoconhecimento, e nos ensinando a enxergar com os olhos do espírito, buscando nossos objetivos com coragem, garra e determinação.

 

Use a raiva a seu favor

 

Sabendo o que te causa raiva, pare e pense: o que essa raiva está me mostrando? Se detesto meu bairro, posso fazer um planejamento para me mudar em um ano, se tenho raiva da atitude de algum amigo para comigo, posso chamá-lo para conversar, se tenho raiva da forma como um determinado grupo social é tratado, posso entrar em uma ONG para ajudar essas pessoas.

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É importante não suprimir a raiva, mas aceitá-la e deixá-la fluir. Lembre-se que os opostos são iguais, mas diferentes em grau, dessa forma, o oposto de raivoso é sereno, pacífico e tranquilo. É possível atravessar para o outro lado da ponte, e fazer os ajustes necessários na sua vida, a fim de utilizar a sua raiva como caminho para chegar até a sua paz. Só depende de você.

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Lucas Calônego

CEO da 3Ms Corporation e criador do Método 3Ms (Meta, Método e Mentalidade), um método de desenvolvimento pessoal simples e prático que está se expandindo para todo o Brasil neste exato momento.

Master Coach e Treinador Pessoal contratado por empreendedores do mundo artístico, como atores da Rede Globo de Televisão e cantores do mundo sertanejo com grande renome nacional para o aumento de sua performance pessoal e profissional sem perder equilíbrio.

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